domingo, 9 de maio de 2021

Morre o padre e professor Edilson Macedo.

Morreu hoje, vítima da Covid-19, o padre e professor José Edílson Soares Macêdo. Ele estava internado no Hospital de Campanha Dr. Kleber Carvalho Branco. Houve uma tentativa de transferência dele para São Luís, mas devido o seu quadro ter se agravado não foi possível.

Edílson Macêdo, foi pároco da Igreja de São Benedito, professor da Faculdade de Educação São Francisco - FAESF, e da Universidade Estudado do Maranhão - UEMA.

Era renomado pela sua intelectualidade, formado em Teologia, Filosofia e especialista em Filosofia Contemporânea, tornou-se um dos filósofos contemporâneos pelos pedreirenses e os que conheciam suas filosofias.

O Blog do Professor Vinícius se solidária a família enlatada nesse momento de perda e tristeza.

Biografia de Padre Edílson

Nasceu na cidade de Pedreiras no dia 10 agosto de 1962, seus pais eram Valdemar Lopes Macedo e Maria Soares Macedo, falecida logo após o parto. Seus pais adotivos foram Raimundo Lopes de Macedo e Minervina Cantanhede Macedo dele cuidaram desde o primeiro dia de nascido, são 10 os seus irmãos. Foi batizado no dia 08 de dezembro de 1963, na igreja de São Benedito.

No Jardim Maria Quitéria frequentou o curso de Alfabetização. Em 1970 iniciou o 1° grau no Grupo Escolar Newton Belo, continuando-o a partir de 1974 no Colégio Corrêa de Araújo. No Centro de Ensino Olindina Nunes Freire, cursou o 2° grau.

Ordenou-se padre em 1987, celebrou sua primeira missa aos 25 de julho na comunidade Pau D'arco, comunidade rural onde morava seu pai legítimo e mora seu irmão Ribamar Macedo. Foi pároco da Paróquia de Paulo Ramos, Pedreiras e Bacabal.

Cortejo de Padre Edílson em direção ao Povoado Pau D'arco

sexta-feira, 7 de maio de 2021

O Adeus a professora Taiane Galeno

A morte precoce da professora Taiane Castelo Galeno, chocou a cidade de Pedreiras no dia de hoje. Há uns dias ela e seu esposo Mailson estavam internados com Covid, e os familiares, e amigos estavam em uma corrente torcendo pela sua recuperação, mas infelizmente ela veio a óbito, deixando muita comoção pela sua ida, o seu esposo continua internado.

Taiane foi professora no C. E. C. Corrêa de Araújo, na Unidade de Ensino São Miguel (Trizidela do Vale), Faculdade de Educação São Francisco - FAESF, e atualmente lecionava no Colégio São Francisco e Faculdade de Educação Memorial Adelaide Franco - FEMAF.

O cortejo começou pelo Colégio São Francisco, onde o corpo docente e discente da escola prestaram-lhe várias homenagens, e o Pr. Augusto, seu sogro agradeceu a família São Francisco por terem sidos solícitos nesse momento tão difícil, e deixou palavras de conforto aos presentes.


Na Faculdade de Educação Memorial Adelaide Franco - FEMAF, o professor Francisco Rodrigues deixou suas palavras destacando o perfil da profissional, que vai fazer muita falta na instituição. A professora Waldirene destacou o quanto a professora era dedicada e lamentava muito pela perda da sua ex-aluna e colega de trabalho. Seu tio também deixou suas palavras de pesar. No final soltaram balões brancos em homenagem a professora.



Pra finalizar o cortejo, a última pausa foi na 2ª Igreja Batista, onde se congregava. O momento foi de oração e de palavras de conforto a todos, deixada pelos pastores que se encontravam naquele momento de pesar. 



Várias notas foram enviadas prestando condolências por essa perda irreparável.





quarta-feira, 5 de maio de 2021

Artistas da Terra se manifestam em sessão da câmara que aprovou o Projeto de Lei "Mestre Brandinho".

Em sessão ordinária acontecida hoje, na Câmara Municipal de Pedreiras, os artistas da terra, compareceram para acompanhar a votação do projeto de lei do Auxílio Emergencial “Mestre Brandinho” que homenageia o saudoso cantor, e que visa beneficiar a classe artística com um valor mensal de 300,00, para compensar a paralisação das atividades artísticas da classe. 

Estiveram presentes na sessão artistas de todos os seguimentos culturais, cantores, músicos, produtores culturais, artesãos, poetas, artistas plásticos dentre outros seguimentos, para cobrarem dos legisladores a aprovação do referido projeto de lei. Fizeram uso da palavra o artista plástico Pachequinho (Presidente do Conselho Municipal de Cultura), o poeta e escritor Edivaldo Santos, Francinete Braga, e o Presidente da Fundação Pedreirense de Cultura Raphael Branco. Como não poderia ser diferente, os artistas deixaram suas marcas registradas cantando musicais regionais, nacionais e o melhor da cultura local.


Álvaro Pachêco “Pachequinho” saudou a todos os presentes, em especial aos artistas que estão por tanto tempo parados e que são os últimos a saírem da crise, por causa da pandemia. Agradeceu ao executivo por ter lembrado dos artistas neste momento tão difícil, e a vereadora Katiany Leite por ter olhado pelos artistas. Em sua fala pediu que o projeto fosse aprovado, mas que fossem feitas algumas alterações, e destacou a importância da aprovação da PL.

O poeta e compositor Edivaldo Santos saudou a mesa diretora da casa, e a todos os parlamentares presentes. Agradeceu ao executivo pela iniciativa de ter impetrado em caráter de urgência o Projeto de Lei para a apreciação da casa. Na ocasião Dr. Edivaldo fez uma sugestão aos vereadores, “não importa se essa ressalva vai atrasar o procedimento, até porque, a classe artística já está todo esse período sem receber, então uma semana, quinze dias, ou mais ou menos, mas o importante é que seja contemplado de uma forma mais ampla. A sugestão é a seguinte: é sabido que a classe artística foi a primeira a paralisar, e será a última a retornar suas atividades, então sugerimos o seguinte, enquanto durarem as proibições através de portarias municipais, estaduais e decretos federais, que o benefício seja condicionado a essa duração, que o beneficio permaneça”.

A fazedora de cultura, poeta e compositora Francinete Braga e ex-presidente da Fundação Pedreirense de Cultura, iniciou sua fala em nome da Arte, e da Cultura de Pedreiras saudando a casa destacando o dia como um momento ímpar, importante e histórico. Parabenizou a gestão por ter enviado o projeto para a câmara e por ter homenageado o saudoso artista “Brandinho” e à Vereadora Katiany Leite, que foi a primeira a se manifestar em favor dos artistas de Pedreiras. Destacou em sua fala a realidade em que os artistas estão passando neste momento de Pandemia. Disse que foi salutar a entrega das cestas aos artistas, mas infelizmente não supre a necessidade de muitos que tem uma família grande para sustentar. Refletiu sobre o fato de muitos músicos estarem vendendo seus instrumentos musicais, para poder sustentar as suas famílias. Pontou algumas questões que foram levantadas pelos artistas e ela trouxe a público. O projeto deveria ter sido discutido antecipadamente com a classe, e com o Conselho Municipal de Cultura, infelizmente não ocorreu desta forma.

As reivindicações dos artistas presentes foram as seguintes:

·  Que fosse acrescentado no Art. 2º os produtores culturais e de eventos, sendo que no referido artigo contempla apenas os: músicos, intérpretes, artesãos, poetas, escritores, compositores e artistas plásticos.

·   Alteração no requisito II que diz: “haver sido contratado pelo município por meio da FUP – Fundação Pedreirense de Cultura e Turismo e/ou estabelecimento comercial, em, pelo menos 3 (três) apresentações em edições festivas e comemorativas”. A FUP não contrata, portanto refazer e colocar: FUP/ Município, Empresa e pessoa física.

·   E que o auxílio seja de 500,00, durante o tempo em que durar a Pandemia. 

O Projeto de Lei foi pedido vista pelo vereador Endensor Portela, para atender os anseios dos artistas, que teve seu pedido negado por alegação de inconstitucionalidade, por se tratar de um projeto de caráter de urgência. O vereador Totinho Sampaio, também falou em favor dos artistas, e que estava de acordo com as reivindicações. Negado o pedido de vista, o projeto foi aprovado pelos demais vereadores da forma como fora enviado pelo executivo.

Projeto de Lei nº 008/21 “Institui auxílio emergencial “Mestre Brandinho” por causa das medidas restritivas adotadas em decorrência da permanência da Pandemia de Covid–19”.

Art. 2º Farão jus ao Auxílio Emergencial “Mestre Brandinho”, os artistas e grupos culturais da tradição que se enquadrem nas seguintes categorias:

I. Músicos;

II. Intérpretes;

III. Artesãos

IV. Poetas/escritores/compositores;

V. Artista Plástico.

Art. 3º O pagamento do auxílio emergencial “Mestre Brandinho” aos artistas e fazedores de cultura, será feito em três parcelas, de acordo com cronograma definido em edital, condicionado a validação da inscrição, tendo cada parcela o valor fixado em R$ 300,00 (trezentos reais).